sábado, 22 de maio de 2010

A prazo

A forma de pagamento está intimamente ligada ao limite que temos; e o meu acabou numa série de "quandos" - acumulados em "quantos"! - que me fizeram perder o rumo, sem saber por onde começar - a pagar.
Sim, eu perdi o crédito quando, primeiramente, duvidei de mim mesma. Não deveria ter feito isso, porque não pude mais me ter, comprar-me à vista - dos outros -, pagar por mim e, desde então, tenho me tido assim, por um tempo, emprestada, depois readiquirida em prestações e, às vezes, preciso me alugar, pra poder me pagar (não vou rir da ambiguidade disso, porque rir custa caro quando se cobra sinceridade) e manter.
O que me deixa, não feliz, mas conformada - e eu não sou muito lá de conformismo nem tão pouco de otimismos maximizados - é saber que, assim como eu, tudo ao meu redor pode perder o seu valor, inclusive você. E eu nem preciso dizer como calculo seu limite de crédito, não é? Pode ter certeza - se ela existir - de que o item "espera de recompensa" não compõe a minha fórmula. Ela é uma equação sem resultado exato, mesmo porque a emoção - oriunda dos tantos sentimentos - é tão inexata quanto eu.
Não é bom estar em débito, mas também não faz sentido viver sem nada por medo de não ter como pagar.
Se puder, acumule pontos, conquiste crédito, trabalhe pra isso. Senão, faça como eu, pague a prazo e volte sempre!

Um comentário:

  1. Escreveu isso do dia do meu aniversário, hehe! :D

    Gostei do texto, compartilho algumas idéias.

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